Coaching para Concursos e OAB

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Depoimento do Aprovado: Ana Carolina Soria (Técnico Judiciário do STJ)

Sabe aquelas perguntas que você estava doido para fazer aos concurseiros aprovados??

A Concurseira Dedicada faz por você!!


A entrevistada de hoje é Ana Carolina Soria, Técnico Judiciário do STJ.

1- Nome 
Ana Carolina Soria Vulcano

2- Área de formação 
Me formei em Direito e fiz 3 anos de contabilidade – larguei no 4 ano de contabilidade.

3- Cargo em que foi aprovado:
 Técnico Judiciário Área Administrativa – STJ 

4- Já havia sido aprovado anteriormente? Em que concurso? 
TJAA – TRT 3 região


5- Quanto tempo demorou a ser nomeado? 
Fiz a prova em 27 de setembro de 2015 e tomei posse em 18 de janeiro de 2016.
Foi tudo muito rápido!

6- O que sentiu ao saber da aprovação? 
Cara... foi um baque! Quando passei na prova do trt da 3 região, fiquei feliz mas sabia que não ia ser chamada, pois fiquei longe na classificação, mas ao menos soube que estava no caminho certo. E isso me deu um gás para continuar estudando para as próximas provas ( uma verdadeira maratona de concursos da área administrativa – TCU, MPOG e STJ). Faltou um ponto na discursiva para passar no TCU. Entrei com recurso, não consegui reformar. Foi a pior reprovação da minha vida, tinha me dedicado SUPER nessa prova do TCU. Muito. Mas sabia que tinha mais duas provas, não podia desanimar. 

Veio o MPOG, reprovei na discursiva de novo por 3 pontos. Entrei com recurso, não consegui de novo. E nisso tudo eu tinha que manter o psicológico para encarar a prova do STJ em setembro... Fui e fiz técnico e analista. Quando saí da prova, eu corrigi as provas. Cara, quando vi que saí bem para caramba na prova de técnico, eu SURTEI. Tinha saído bem na objetiva de analista, mas senti que não tinha ido bem na discursiva. Tentei não me abalar. 

Quando saiu a aprovação e eu vi que vi que passei em terceiro lugar na prova do STJ, eu SURTEI, pois percebi que tinha uma possibilidade REAL E CONCRETA de ser chamada, e eu simplesmente enlouqueci de ansiedade. Fiquei dias sem dormir, planejando já a minha mudança hahaha, isso porque nem tinha saído a nomeação kkkk. Eu tinha mais umas duas provas pra fazer, a do TJDFT e uma outra que nem lembro. Nem consegui terminar de estudar para essas de tão ansiosa que eu estava.
Um dia desses em dezembro, chegou a convocação por email, e eu simplesmente parei tudo que eu estava fazendo para contar pra minha mãe. Surtei total. Foi o dia mais feliz da minha vida e na semana seguinte já estava procurando apartamento em Brasília - DF.
É fantástico ver seu nome no DOU. Absolutamente fantástico, e a partir daí tudo foi concretizando.. Apartamento, carro novo, vida nova, meu primeiro emprego de verdade!!!


7- Pretende continuar estudando para concursos? Para qual cargo? 
Sem dúvida. Estou muito feliz no STJ, mas quero melhorar o padrão remuneratório. No momento, estou namorando as provas do Legislativo. Tipo, metade de Brasília quer o Legislativo. É tipo a Copa do Mundo dos concursos da área administrativa. Mas também faço as provas de ajaj. 

8- Há quanto tempo estudava para concursos? 
Da preparação para a prova da OAB ATÉ O DIA DA PROVA DO STJ, levei 1 ano e 9 meses. Quase dois anos. 

 Iniciei os meus estudos para a prova da OAB, e isso foi no começo de 2014. Logrei a aprovação na 3 tentativa em Direito do Trabalho, e logo depois disso embarquei nos concursos embalada com a promessa do concurso de AFT. Mas isso nunca saiu, - até hoje não saiu -. E resolvi migrar para TRT, - e nisso embarquei numa pós-graduação em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, e fui estudando para TRT. Mas estava demorando pra sair um TRT, ai migrei para a área administrativa, fiz a prova do TCE do Ceará. Sai muito mal. Voltei, fiz a prova de advogado da EBSERH, saí mal de novo. Aí, redirecionei os estudos quando saiu o edital do TRT de belo horizonte, fiz o TRTda 3a região. 

Logo depois, percebi que não estava tão afim de morar longe de casa – tem dessas, a gente começa a estudar querendo fazer prova em todo canto do brasil, mas depois vê que a coisa não é bem assim... - Aí parei os estudos para o TRT de novo, e voltei para área administrativa,  esperando a prova do TCU. Fiquei nessa área até a prova do STJ. Mas no meio disso fiz a prova do TRT da 9a região, fui quase bem, faltaram 2 pontos para a nota de corte, mas tudo bem, não estava tão focada no TRT 9, estava estudando mais pra o TCU. Queria morar em Brasília, e essa vontade me deu muita determinação para encarar essa maratona de provas administrativas. E então, veio o MPOG, e o STJ. Foram chances de ouro.

9- Quantas horas por dia dedicava aos estudos? 
Eu estudava praticamente em tempo integral, mas dedicava tempo para seriados, academia, curtia o final de semana. Dedicava em média umas 6 horas líquidas. Na reta final, quando abria o edital, já cheguei a um recorde de 11 horas líquidas. - não recomendo isso -

10- Tinha dedicação exclusiva? 
Sim.

11- Fez planejamento de estudos? 
Olha, fiz vários, mas nunca segui de forma fiel. Eu acabava furando muito o planejamento, pois eu tinha um pensamento muito acelerado e rápido, e fazia uma constante avaliação sempre do meu domínio, e por isso eu sempre mudava os planejamentos. Quando eu percebia que estava gabaritando demais tal matéria, e ela estava prevista em tal dia, largava ela, e focava nas matérias que eu estava mais fraca. Novamente, não recomendo isso. Para fazer isso, tem que ter muito controle do domínio, e eu tinha uma constante auto- avaliação mesmo. 

Planejamentos fixos nunca funcionaram comigo. Mas o edital NUNCA saía da minha mesa, eu marcava os tópicos que eu ia estudando, e anotava o domínio. Todos os dias. Eu guardei o edital do TCU e do STJ, pois me apeguei sentimentalmente a eles. Ficaram tão manchado de caneta e marca texto. Muitos asteriscos. Controlava também as aulas em pdfs, atrás no edital, e riscava atrás. Fazia uma conta muito doida, quando eu sabia a data da prova, eu somava todos os pdfs e dividia pelos dias que estavam faltando, para eu ter uma noção de quantos pdfs eu precisava ler por dia, e isso considerando que precisava de tempo também para as questões e treinamento da discursiva e ainda a tática dos feras das leis avulsas – especificamente a 8666 e as leis de AFO -. 

12- Estudava quantas matérias por dia? 
 Em média, umas três. Já teve dia que foquei apenas em uma matéria - vide lei 8666, rsrs. Mas em regra, 3 matérias. 

13- Fez cursinho? Online ou Presencial? 
Sou contra o cursinho presencial. Só estudava por pdfs e livros.

14- Fazia turma intensiva ou regular? 
Pdfs e livros somente. 

15- Estudava por mapas mentais ou resumos? Eram elaborados por você?
Mapas mentais são bons para ALGUMAS matérias - não recomendo para todas. Eu fiz mapas mentais para matérias que demandavam muita decoreba como: lei 8666, regimento interno do STJ, sustentabilidade, algumas tópicos de Administração financeira e orçamentária, tópicos de gestão de pessoas e de administração geral e adm. Pública... Direito constitucional também é bom para fazer mapas mentais, mas eu não tinha dificuldade, e acertava muito nas questões, mas fiz um resumo top de controle de constitucionalidade, pois é um tópico muito cabeludo. Resumos eu fazia também, mas só de algumas matérias. As fáceis eu nem fazia resumos, e se for decoreba, fazia ficha ou mapa mental, e se for difícil eu até fazia resumo e mapa mental. AFO e Licitação eu destrinchei em muitos resumos e mapas pois tinha muitos detalhes, mas o resultado foi bom – gabaritei todas questões de AFO e direito administrativo na prova do STJ. 

Devo acrescentar mais uma técnica, a Tática dos Feras, eu imprimi todas as leis avulsas – 8666 foi maravilhoso fazer isso, e comprei a Constituição Federal original que vende na câmara dos deputados, e fazia questão lendo a lei seca, marcando os artigos, e anotava o ano e a banca e a prova do lado, essa técnica me ajudou muito, pois com o tempo, eu visualizava os artigos que mais caíam, pois ficavam mais marcados. Usava asterisco, e quando tinha mais de 5 astericos, marcava de amarelo com o marcador de texto. Guardei inclusive a constituição dessa época, me apeguei sentimentalmente... Hoje uso outra CF. 

16- Qual foi sua maior dificuldade durante o período de preparação? 
Controlar a gula editalícia. Sério, eu queria fazer todas as provas, e isso me atrapalhava muito. Tive que aprender a ter um foco claro e continuar nele. Isso é difícil pra mim, pois eu era muito ansiosa. Até hoje sofro um pouco dessa gula, mas está mais controlada. E sempre analiso os prós e os contras de cada prova, para ver se valia a pena ou não.

17- Passou por períodos de desânimo? Se sim, o que fazia para retomar os estudos?
Sim, vários. Só lembrava que eu precisava passar porque não trabalhava, e eu não queria advogar nem trabalhar no comércio da minha família. Queria trilhar um caminho só meu. E ai a garra voltava. Sabia que o concurso era a melhor opção, então tratei isso como se fosse a única opção, pois era o melhor pra mim, e eu só queria o melhor pra mim.

18- Chegou a pensar em desistir? 
Brevemente sim. Houve uma época que eu estava esgotada tanto física quanto mentalmente. Mas minha mãe me deu um empurrão, se não fosse ela, teria desistido de vez. E olha que foi perto da prova do STJ, eu queria desistir e fazer outra coisa, e ela me disse pra tentar mais um tempo, pois ela sabia que eu me dedicava muito, me empenhava muito, e ela falou para segurar a onda mais um pouco, pq do jeito que eu estava estudando, a aprovação era certa, era só ter paciência, continuei por mais uns seis meses, e então veio a aprovação. Mãe sempre sabe, galera.

19- Tinha o apoio de sua família e amigos? 
Sim, totalmente. Às vezes eles não entendiam porque eu precisava estudar tanto, mas sempre deixei claro que eu precisava estudar, e eles me respeitaram.

20- Costumava sair aos finais de semana? 
Saía, mas quando o edital estava aberto, os finais de semana eram dedicados a revisão e exercícios. Meus fds eram uma maratona maluca de revisão e questão. Mas sempre dava um jeito de almoçar com minha família, às vezes. 

Lembro que fiquei 1 mês sem sair de casa aos fds, nem almoçava com a família. E isso foi 1 mês antes da prova. Mas sem edital, eu como não trabalhava, comparecia sempre aos almoços da família - que eram demorados – e sempre saí de forma light – cinema e sair pra comer uma coisinha, ver os amigos rapidamente e só. Nada de balada. A balada deve ser eliminada de forma totalmente da vida do concurseiro, pois ela desestabiliza a rotina por conta do horário - atrapalha muito o sono, e o sono é de extrema importância pro concurseiro. DEIXA A BALADA PARA O PÓS PROVA E QUANDO ESTIVER CONCURSADO....!

21- Praticava exercícios físicos? 
Sim, eu ia para academia com frequência, e eu lembro que antes da prova do STJ eu estava bem rata de academia, indo direitinho, 3 vezes por semana musculação e às vezes ia só pra ir na esteira. Importantíssimo para dar vazão a a ansiedade, e a endorfina é maravilhosa. 

22- Usava as redes sociais no período pós edital? 
Sempre usei as redes sociais, os grupos no facebook são ótimos para suporte emocional e pra dividir as dicas de matérias. Sempre segui os professores no facebook e no instagram. Eu sou viciada no fb e no insta. Muito mesmo. Mas sempre direcionei esse vício aos meus objetivos e lifestyle de concurso.

23- O que costumava fazer no dia anterior à prova? 
Sempre chegava a cidade um dia antes, almoçava em um shopping, e ia dormir depois do almoço, acordava por volta das 17, acessava as redes, às vezes lia algum material de revisão elaborado pelos professores, e sempre levava a minha CF – aquela toda marcada por conta da tática dos feras, lia os artigos no avião quando a prova era em outra cidade, ou no carro quando era em Brasília, e à noite saía para jantar, voltava e dormia. 

Na prova do STJ levei além da CF, meus mapas de 8666, AFO e regimento interno, inclusive para a prova, fiquei lendo enquanto esperava o portão abrir. Mas sem neura. 

24- Arrepende-se de algo que fez ou deixou de fazer durante sua preparação?
Queria ter estudado mais, - nunca é o suficiente, acreditem.. e queria ter controlado a minha gula editalícia. Sério mesmo, é muito ruim. Ansiedade é problema só. Serve de nada. Outra coisa, a gula editalícia que eu falo é de trocar o edital e estudar. Mas o ideal mesmo é continuar com o edital do seu cargo alvo, e fazer as outras provas SEM mudar as matérias. Eu fazia o contrário, mudava de edital toda hora, e isso é muito ruim. Por isso é necessário deixar o foco muito claro, saber o que quer de verdade, e ficar nesse edital até a data da prova, salvo exceções é claro - é normal mudar de ideia, desde que não seja todo mês, hehehe.

25- Deixe um recado aos concurseiros
3 coisas são muito importantes para passar no concurso: 
  • vontade de passar, 
  • vontade de dar o seu melhor, 
  • vontade de estudar. 
Sem esses três itens, não dá certo não!

Mentalize os seus objetivos, saibam quais são os seus verdadeiros sonhos e objetivos, pois a vontade só vai vir quando você sentir que vale a pena demais, ou que você quer demais. Isso é primordial. O resto é detalhe perto da vontade. 

Encare os estudos como um trabalho, compromisso sério, hora pra começar, hora pra acabar, e manter uma postura ativa nos estudos – tudo depende de você. Livros e materiais não passam ninguém se não forem bem utilizados. Experimentem todas as técnicas e depois fiquem com as técnicas que funcionaram. Se não funcionar mais, mude. Não tenha medo de mudar, pois é normal. Nós nunca vamos ser as mesmas pessoas. Conforme o tempo vai passando, nós ficamos mais sofisticados no quesito estudo, e nem sempre o que funcionava pode funcionar depois. 

Fiquem atentos ao comportamento de vocês, vigiem sempre, e tenha a adaptação como hábito. O estudo é sempre evolutivo, sabemos mais que ontem, mas sabemos menos que amanhã. Estabilidade nessa vida concurseira só existe nessa frase: nunca desistir. Porque o resto... é uma montanha russa, por isso blindem o seu emocional.

Conheça o Blog da Ana Carolina: https://carolsoria.com/




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