Coaching para Concursos e OAB

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Alimentação faz a diferença para concurseiros

Você, concurseiro, tem uma agenda apertada, aproveita até o trajeto de casa ao trabalho para estudar e, quando finalmente retorna ao lar, mal tem tempo de se alimentar - já corre para o quarto para se concentrar novamente. Nem lembra mais o que é uma praia aos sábados, um happy hour às sextas, ou um almoço com a família aos domingos sem hora para terminar: sua única companhia tem sido os livros, as apostilas e os professores. 

Passar no concurso público é mais que um projeto, quase uma obsessão. Por ela, de quase tudo você abre mão. Escolher bem os alimentos nessa fase da vida, então, é frescura. Não há tempo a perder, e o jeito é matar a fome com qualquer lanche rápido ou guloseima calórica que apareça pela frente. Quem se identifica com esse estilo de vida, se orgulha dele e acha que é o caminho mais curto rumo ao sucesso, precisa rever logo seus conceitos. Isso é o que garantem os profissionais da saúde Silvia Calil e Rafael Azevedo, entrevistados pela FOLHA DIRIGIDA Online.



Para além de saciar, a alimentação pode ter influência direta também no processo de preparação, em sua capacidade de absorção. E aqui falamos não só dos nutrientes tradicionais, mas também de conhecimentos. Tal como numa rotina de competidores de alta performance, o que você come determina em grande parte seu desempenho. O que você é.

A nutricionista Silvia Calil, que está prestes a concluir o doutorado com o instigante tema Alimentação Versus Cognição, não mede esforços nos argumentos para desconstruir o descaso com a própria alimentação, prática sustentada por um grande número de concurseiros. "Tenho atendido vários pacientes que buscam orientações para a época dos concursos. Trabalho em parceria com uma gerontóloga que orienta os exercícios para melhorar o desempenho cerebral".

Ela conta que este costume de dedicar todo o tempo aos estudos, esquecendo a alimentação, os exercícios físicos e até a diversão, não é benéfico para o corpo humano. Sob alto nível de estresse, baixo combustível, nossa máquina se revela muito menos eficiente para quem busca otimizar a aprendizagem. "O cérebro, assim como o corpo humano como um todo, necessita de horas diárias de repouso e lazer". 

Sim, lazer! Silvia conta que dedicar momentos durante o dia para a diversão é fundamental. Essas atividades podem ser dos mais variados tipos: passear, assistir a filmes, caminhar, ir ao teatro, utilizar jogos - como palavras-cruzadas - ou, até mesmo, aprender um idioma. Todas essas práticas podem trazer benefícios ao cérebro, melhorando o desempenho de quem busca a aprovação. 

"Nosso organismo precisa funcionar em perfeito equilíbrio, e um dos itens que contribuem para isso é a dieta", explica, acrescentando que o cérebro precisa se alimentar com os nutrientes adequados, que o façam render e funcionar com toda a sua capacidade. "Existem, inclusive, alguns alimentos específicos que ajudam a fortalecer a memória, a concentração, favorecendo a aprendizagem e até melhorando o estado de ânimo". 


Ausência de atividades físicas prejudica rendimento cognitivo

Quem concorda com ela é o profissional de Educação Física e massoterapeuta Rafael Azevedo. Ele explica que o ser humano não é dividido em mente e corpo - ambos andam juntos - e quem sabe disso consegue trabalhar para obter melhores resultados. "Estudar é a base para o sucesso. Porém, a ausência de atividades físicas prejudica, e muito, o rendimento cognitivo, causando problemas de concentração e ansiedade, que atrapalham o desempenho". Ele explica ainda que existem esportes mais recomendáveis para quem estuda, como os aquáticos e as lutas, que exigem concentração na hora da execução, trabalhando não só o corpo, mas auxiliando, sobretudo, a mente.

Esses benefícios cerebrais causados pelas atividades físicas vêm de diversas direções: melhoria do foco, desenvolvimento do socioafetivo, além de resgate do concurseiro da rotina solitária. Assim, os resultados são multiplicados e podem ser facilmente percebidos, tanto na hora de estudar - momento em que tudo parece ficar mais simples - quanto na ocasião de testar os conhecimentos, durante as provas em si. Rafael deixa ainda um conselho: "Não cuidem só da mente, tratem do corpo como um todo. Pratiquem esportes e estudem, pois o futuro dependem só de vocês".

Completando as sugestões de Rafael, Silvia reprova pessoas que pulam refeições, comem fast food com frequência e excluem vegetais e frutas da dieta, explicando que elas podem ter um funcionamento cerebral comprometido. "Assim, uma alimentação equilibrada, orientada por profissional, especializado é muito valiosa para manter a apredizagem a pleno vapor".

Fonte: Folha Dirigida

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