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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Resiliência faz toda a diferença para atletas e concurseiros

Parece até a rotina de muitos que fazem concurso público. Foram anos de intenso treinamento. Pelo caminho, algumas conquistas. Dores. Frustrações. Nas duas olimpíadas anteriores, Diego Hypolito deixou de subir ao pódio ao sofrer consecutivas quedas. Em Pequim, em 2008, caiu sentado. 
 
Quatro anos depois, em Londres, estatelou-se de cara no chão. Alvo de críticas e cobranças, chegou a duvidar de si mesmo. Enfrentou forte depressão. Quase desistiu de tudo. Recebeu o apoio de amigos e familiares, persistiu e conquistou a medalha de prata na Rio 2016 no último domingo (14), subindo ao pódio ao lado do britânico Max Whitlock (ouro) e do também brasileiro Arthur Nory, estreante que ganhou o bronze.


"Queria, com essa medalha, dizer ao povo brasileiro que a gente é herói. Que quando você não desiste de você mesmo, é possível! Eu quase desisti de mim. Mas hoje me sinto um herói. Queria dar essa medalha para o Brasil. Essa medalha é de vocês. Se eu consegui essa medalha foi porque vocês acreditaram em mim! Nunca deixem de acreditar. Nunca deixem ninguém destruir os seus sonhos", disse, logo após subir ao pódio.

O discurso do ginasta pode ser adaptado ao esforço despendido por centenas, milhares deconcurseiros. Ou mesmo traduzido em uma palavra: resiliência. O termo, cada vez mais aplicado ao mundo de disputas e competições, no qual estão igualmente mergulhados atletas e concurseiros, é um conceito psicológico emprestado da Física, onde é usado para definir a capacidade de um material para voltar ao seu estado normal após sofrer uma grande pressão. No campo do comportamento humano, o maior ou menor grau de resiliência aponta o quanto o indivíduo sabe lidar com problemas e superar obstáculos. Avançar, seguir em frente, mesmo diante ou após passar por situações adversas.

Ciente disso, terapeuta Hilda Medeiros escreveu o artigo "Para realizar sonhos é preciso definir a si mesmo". "É isso que acontece com um competidor de ponta: as derrotas são temporárias. Eles choram, sofrem e em seguida voltam ao seu estado natural de potência. São pessoas de alta resiliência e usam as derrotas temporárias para aprender com os mínimos detalhes que não deram certo. Não existe erro, existe possibilidade de aprendizado contínuo. As falhas funcionam como alavancas para progredirem, pois através delas podem perceber os detalhes que precisam ser ajustados para chegarem mais próximo da perfeição", escreveu ela.

Na vida de atletas e concurseiros é bastante comum passar por desafios, dificuldades e reprovações. Alguns tombos são inevitáveis, fazem parte do caminho - que o diga o agora medalhista olímpico Diego Hypolito. Muitos candidatos se abatem com a dor da derrota, sentem-se incapazes e até desistem de fazer novos concursos. Observando isso a FOLHA DIRIGIDA Online conversou com a especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e Analista Quântica, Natália Guimarães, e com a autora do livro best seller “Sobreviver - Instinto de Vencedor", Claudia Riecken.

Durante a vida muitas são as situações nas quais não conseguimos passar de primeira. E são essas as grandes oportunidades para o treino e aquisição de maiores níveis de resiliência, algo vital para a conquista dos objetivos. "Quando vemos pessoas com um foco direcionado para a conquista de uma vaga, é importante que esta vontade sirva de incentivo para não desistir num primeiro obstáculo, observando as oportunidades de aprendizado que isso oferece, questionando a si mesmo o que e como se pode chegar lá. Mais disciplina? Mais entusiasmo? Mais autoconfiança? Aceitar que erros existem e que nem tudo ocorre como prevemos... Temos a capacidade de 'sacudir a poeira' e prosperar com força extra. E isso precisa fazer parte deste processo", explica Natália.

Psicológico vale tanto quanto os estudos

Mas, será que o fator psicológico é quase tão importante quanto o conhecimento em si, adquirido nos estudos? Natália Guimarães responde: "Os dois aspectos andam lado a lado e se complementam, portanto, somente com a união das questões objetivas, como a organização e a dedicação aos estudos, com as questões subjetivas, o autoconhecimento, a força interna de superação e a autoestima, é que a pessoa terá êxito. Quando unimos estas duas forças, conseguimos transcender a maioria dos obstáculos, uma vez que nos mantemos convictos de nossa capacidade e também autoconfiantes e seguros psicologicamente."

Por fim, Claudia Riecken dá o caminho das pedras para os atletas concurseiros. "A chave está no autoconhecimento e no treino perseverante da própria resiliência. Quando olho para mim, consigo perceber o que está acontecendo e do que preciso para ir em frente. Primeiramente, posso buscar novas formas de estudar, que se encaixem melhor ao meu estilo. Respeite seu estilo, pois ele é o melhor caminho até você! E vale lembrar: respire que é grátis, e observe suas tendências derrotistas. Reclamar, ter pena de si, indignar-se com o sistema, ter raiva... Interrompa esses padrões. Você pode até querer influenciar mudanças no sistema - e talvez deva fazer isso! Mas, na hora do concurso, precisa estar na sua melhor forma emocional e pessoal, acreditando em si, e sentido-se bem com você mesmo."

Em tempo: nesta segunda, 15, mais um brasileiro que persistiu chegou lá: aos 26 anos, o ginasta Arthur Zanetti somou à galeria pessoal mais uma medalha de prata, na final da prova de argolas, numa carreira profissional que poderá render outras conquistar ao país. Nesta madrugada, Thiago Braz conquistou o ouro no salto com vara, também após superar uma queda que resultou na fratura de uma das mãos.E muito se engana quem pensa que, para Diego Hypolito, a conquista da medalha de prata, após tantas provações, representa um ponto final. "Agora, mais distante do meu auge, quando estava mais jovem, eu venci. Aos 30 anos, sei que ainda posso competir. Vou treinar muito para 2020. Aguardem por mim em Tóquio", avisou ele, com a certeza de que, para sonhos bem cultivados, não há limites.

Fonte: Folha Dirigida - Por Paulo Chico 
 
 
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