Coaching para Concursos e OAB

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Depoimento do Aprovado: Rodrigo Chindelar (Advogado da Petrobras)


Sabe aquelas perguntas que você estava doido para fazer aos concurseiros aprovados??
A Concurseira Dedicada faz por você!!

O entrevistado de hoje é Rodrigo Chindelar
, Advogado da Petrobras e Professor. 
1- Nome
Rodrigo Chindelar

2- Área de formação
Direito

3- Cargo em que foi aprovado
Advogado da Petrobras


4- Já havia sido aprovado anteriormente? Em que concurso?
Sim. Obtive aprovação nos seguintes concursos: Advogado da Petrobras Biocombustíveis, Advogado da Dataprev, Advogado dos Correios, Advogado da Caixa Econômica Federal e Analista Judiciário do Superior Tribunal Militar.

5- Quanto tempo demorou a ser nomeado?
Cinco meses.

6- O que sentiu ao saber da aprovação?
Cada aprovação representou uma sensação peculiar na minha vida. Em regra, trata-se de uma mistura de felicidade com alívio. Além disso, você percebe que todo o esforço realizado valeu a pena.

7- Pretende continuar estudando para concursos? Para qual cargo?
Por enquanto eu estou feliz e realizado no meu trabalho. Demais disso, o magistério consome uma boa parte do meu tempo extra. Sendo assim, não penso em estudar para outros concursos no momento.

8- Há quanto tempo estudava para concursos?
Eu estava estudando há três anos quando fui aprovado em sétimo lugar no concurso da Petrobras.

9- Quantas horas por dia dedicava aos estudos?
De três a quatro horas durante a semana e por volta de seis a oito horas nos finais de semana.

10- Tinha dedicação exclusiva?
Não. Trabalho ininterruptamente desde os 19 anos de idade.

11- Fez planejamento de estudos?
Sim. Um bom planejamento de estudos é fundamental para otimizar o seu tempo e cobrir as matérias de modo racional. Eu acredito que o melhor planejamento de estudos é aquele que você consegue cumprir, não importando se você tem 2 ou 8 horas disponíveis para estudar. É importante esclarecer que estudar muito nem sempre significa estudar com qualidade e pragmatismo. Costuma-se afirmar que em qualquer concurso público passa quem faz mais pontos e não quem é especialista em duas ou três matérias. É a famosa “teoria do pato”: o pato é um animal que não nada como o golfinho, não voa como a águia, nem corre como um tigre, mas faz as três coisas de modo razoável.

12- Estudava quantas matérias por dia?
No máximo duas matérias. Eu costumava alternar uma matéria que eu gostava muito com outra que eu não era muito fã. Nos finais de semana eu costumava fazer muitos exercícios quando eu não estava assistindo aula no cursinho.

13- Fez cursinho? Online ou Presencial?
Eu fazia cursinhos presenciais aos sábados. Na minha época (seis anos atrás), os cursos online ainda eram embrionários e rudimentares comparados aos que existem no mercado hoje.

14- Fazia turma intensiva ou regular?
Fiz um ano de turma regular, pois queria construir uma base sólida. Após, decidi fazer módulos de matérias específicas, turmas de exercícios e de análise de informativos do STF e do STJ.

15- Estudava por mapas mentais ou resumos? Eram elaborados por você?
Para algumas matérias eu elaborava resumos baseados nos apontamentos de aula e nos livros de doutrina. Nunca estudei por mapas mentais.

16- Qual foi sua maior dificuldade durante o período de preparação?
Lidar com a falta de tempo para estudar, eis que eu trabalhava 8 horas por dia.

17- Passou por períodos de desânimo? Se sim, o que fazia para retomar os estudos?
Sim, principalmente quando eu não obtinha o resultado desejado. Com o passar do tempo aprendi que isso faz parte do processo de aprovação. O importante é notar a sua evolução a cada prova que você faz. A partir daí, você começa a perceber que está no caminho certo e que a aprovação é uma questão de tempo. Para retomar os estudos eu pensava nos meus objetivos, na minha família, na minha noiva e em todas as pessoas que diziam que eu não conseguiria ser aprovado porque eu trabalhava muito.

18- Chegou a pensar em desistir?
Desistência é uma palavra que nunca passou pela minha cabeça. Por outro lado, conheço alguns colegas que desistiram por pressão dos familiares. Nesse ponto, creio que era uma vantagem o fato de trabalhar e bancar meus estudos. Constatei que, desta forma, as pessoas nem sabiam que tipo de curso eu estava fazendo aos sábados, quais livros eu comprava, os concursos em que eu estava inscrito, dentre outros aspectos inerentes ao processo de aprovação. Por outro lado, tempo disponível era um ativo raríssimo na minha vida.

19- Tinha o apoio de sua família e amigos?
Sim. Minha família é fenomenal e sempre me deu muito apoio. Os amigos mais próximos também. Contudo, eu gostaria de destacar um personagem que aparece nessas horas para atrapalhar seus objetivos, o chamado “colega negativo”. O “colega negativo” é aquele que está sempre pessimista em relação aos concursos, nunca é culpado pela própria reprovação e tenta te arrastar para o buraco em que ele próprio se meteu. Fuja de perto desse tipo de pessoa! Você não tem tempo a perder!

20- Costumava sair aos finais de semana?
Muito pouco. Como eu trabalhava a semana toda, eu aproveitava o final de semana para intensificar os estudos, assistir aulas, simular provas de concursos em casa e ajustar o planejamento para a semana vindoura. Ainda assim, eu costumava arrumar um tempinho para ir a um barzinho/restaurante com minha noiva nos sábados à noite, bem como ir ao cinema nas tardes de domingo e só. Aliás, minha noiva à época é minha esposa atualmente e devo confessar que ela foi fundamental durante o processo de aprovação, pois ela sempre compreendeu que eu não tinha tanto tempo disponível para dedicar a ela, mas que isso seria temporário. Durante uma das inúmeras conversas que nós tivemos ao longo desse período, eu prometi a ela que se eu passasse, eu a levaria para conhecer Paris. Dito e feito. A viagem foi perfeita (rsrs).

21- Praticava exercícios físicos?
Sim. Entretanto, a frequência não era a ideal (3x por semana). Nesse ponto eu deixei a desejar, pois quando você está estudando para concursos é muito difícil manter uma dieta balanceada e uma rotina de exercícios físicos.

22- Usava as redes sociais no período pós edital?
Muito pouco. Sempre dei preferência ao “Fórum do Correio Web” relativo ao concurso que eu iria me inscrever. A troca de ideias com outros candidatos sempre foi muito produtiva.

23- O que costumava fazer no dia anterior à prova?
Eu costumava dormir bem e revisar os principais pontos do edital. Nada muito intenso.

24- Arrepende-se de algo que fez ou deixou de fazer durante sua preparação?
Sim. Eu me arrependo de não ter conseguido ser mais disciplinado na minha alimentação e de não ter praticado mais exercícios físicos durante o processo de aprovação. Não me arrependo de nada que eu tenha feito, pois o resultado final que obtive só foi possível em razão do conjunto de atos praticados anteriormente, tanto os erros quanto os acertos.

25- Deixe um recado aos concurseiros
Nunca desista dos seus sonhos e objetivos. Você está “concurseiro”, pois tal alcunha é provisória. É por isso que eu chamo esse período de “processo de aprovação”. Vale ressaltar que se você ainda não passou é porque o seu processo ainda não chegou ao fim para ser extinto com resolução de mérito. Assim, se for necessário, mude de estratégia processual, estude melhor os seus autos e deduza a sua pretensão com qualidade, eis que, desse modo, sua aprovação é questão de tempo. Por outro lado, é de se notar que aqueles que desistem dão causa à extinção anômala do processo de aprovação, isto é, o deslinde do processo se dá sem resolução de mérito.

Seja pragmático nos estudos e acredite em você!

Um forte abraço,

Rodrigo Chindelar


5 comentários:

  1. Esse sem dúvidas foi um dos melhores depoimentos ...teoria do pato foi maravilhosa

    ResponderExcluir
  2. Adoro essas entrevistas e gostei muito dessa em particular...

    ResponderExcluir
  3. Boa Tarde! Obrigada pelo espaço, gostaria de saber se na opinião do nobre colega advogado aprovado em concurso, para se preparar para um concurso público (magistratura) existe a preponderância de idade no momento da seleção, ou seja, é colocado a prova a questão de menos ou mais idade do candidato, pois tenho 41 anos, e as vezes me sinto desanimada em iniciar esse compromisso de aprovação na carreira pública, porque acho que é tarde demais. O que você tem a dizer sobe isto?

    ResponderExcluir
  4. Gostei muito do depoimento, sem dúvida foi um dos melhores que já li aqui no blog. Seja muito feliz Nobre Colega, porque sem dúvida o Dr. está apenas colhendo os frutos do que plantou.

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar!
Ajude seus amigos concurseiros, divulgue o blog. =)

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

AddThis