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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

INSS ainda espera autorização para lançar edital

Órgão solicitou 4.730 vagas, sendo 2.000 para técnico, 1.150 para perito e 1.580 para analista. Remuneração inicial oferecida chega a R$ 10 mil.

Quem deseja ingressar no quadro de pessoal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deve ter um pouco mais de paciência e aproveitar o tempo para intensificar os estudos. O pedido de concurso com 4.730 vagas segue em trâmite no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Em 6 de novembro, o pedido chegou a avançar no Planejamento, mas, no dia 28 do mesmo mês retornou ao Ministério da Previdência Social. O MPOG não divulgou o motivo exato, entretanto, informou que, normalmente, isso ocorre para que o órgão faça alguns reajustes na solicitação e reencaminhe novamente ao Ministério do Planejamento.

Espera-se que, após o retorno do pedido, o Ministério do Planejamento libere o mais rápido possível a realização do concurso, pois há um grande déficit de pessoal no instituto.

Defasagem de profissionais

O diretor de gestão de pessoas do INSS, José Nunes Filho, apontou que o órgão tem, em média, uma carência de 1.800 servidores. Já o diretor de organização da CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social), Raimundo Cintra, e o diretor da Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), Rogério Expedito, dizem que o número pode chegar a 18.000, se acrescentados os funcionários que estão prestes a ser aposentar.

Em nota publicada em seu site, a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac) ressaltou a importância do instituto para a população e a necessidade de ser realizado concurso público. “O INSS merece atenção especial, em função de sua importância social para a população, visto que apresenta déficit superior a 10.000 servidores em todo o país”.

Por conta da defasagem de empregados, o vice-presidente executivo da Anasps (Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social), Paulo César Regis de Souza, havia comentado durante entrevista ao JC&E, que isso traz consequências no atendimento à população. “Muitas agências novas funcionam precariamente com um ou dois servidores, comprometendo o projeto de criação de 720 agências nos municípios com mais de 20.000 habitantes, prometido há quase seis anos. Destas, apenas 50% foram inauguradas, pois o Governo nega recursos para a implantação das agências e servidores”, explicou.

O vice-presidente ainda comentou que seria importante o lançamento de um novo concurso e que há alguns anos foi pedido ao Planejamento um processo seletivo para a contratação de 10.000 pessoas, mas a autorização não foi concedida. “Antes de deixar o Ministério da Previdência, ainda do Governo Lula, o ex-ministro e atual líder do Governo no Senado, o senador José Pimentel, pediu concurso para 10.000 servidores, entretanto, o Ministério do Planejamento não autorizou”. Depois, o atual ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, também solicitou uma seleção com 10.000 vagas, sendo 8.000 para técnico e 2.000 para analista do seguro social – novamente sem êxito.

Conheça os cargos

As oportunidades solicitadas ao MPOG destinam-se às carreiras de técnico do seguro social (2.000), perito médico previdenciário (1.150) e para analista do seguro social (1.580).

Para pleitear a carreira de técnico do seguro social, será exigido certificado de conclusão de curso de nível médio, ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

O emprego de perito médico previdenciário terá como requisito o diploma de conclusão de curso de graduação em medicina e registro regular no conselho regional de medicina.

Já a colocação de analista do seguro social necessitará de formação superior em diversas áreas de atuação e registro no respectivo conselho de classe.

Os vencimentos atuais correspondem ao valor de R$ 4.400,87 para técnico, R$ 6.136,19 para analista e R$ 10.056,80 para perito, incluindo as gratificações e o vale-alimentação.

Histórico

No mês de fevereiro, o INSS solicitou ao Planejamento a abertura de um concurso com 3.080 oportunidades, sendo 2.000 para técnico e 1.080 para analista, pois o último certame para estes cargos venceria em abril.

Já em 1° de abril de 2014, durante reunião com alguns parlamentares a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, tinha anunciado que autorizaria 1.500 vagas para técnico em junho. Entretanto, isso não ocorreu e, durante este ano, diversos parlamentares participaram de outros encontros com a ministra, que não se pronunciou sobre o assunto.

Depois, o INSS encaminhou um novo pedido ao MPOG e, desta vez, para 2.000 postos para técnico. 1.150 para perito e 1.580 para analista, somando, no total, 4.730 chances.

Preparação

Por conta das remunerações, estabilidade empregatícia e diversas oportunidades espalhadas por todos os Estados, os concursos do INSS estão entre os mais disputados no país – em 2012, na seleção para técnico, 904.459 pessoas disputaram a carreira de nível médio. Como a concorrência é grande, mesmo sem ter sido liberada a autorização para o lançamento do edital, muitos concursandos já iniciaram os estudos e outros estão prestes a dar início à preparação,. 

A fisioterapeuta e aluna do site Agora Eu Passo, Christiane Cardoso, disse: “como ainda não há autorização, posso me preparar com antecedência”. Christiane ainda falou que divide os estudos entre teoria e questões; primeiro, ela assiste às aulas e, depois, resolve algumas questões para fortificar o conteúdo estudado.

Para a também estudante do portal Agora Eu Passo, Erika Pacheco, ingressar no INSS será a chance de ter uma rotina de trabalho com horários regulares. “Estou me dividindo por matérias e estudando, diariamente, em média três horas cada matéria. Por dia, consigo estudar duas matérias”.

O técnico do seguro social Leonardo Cazeloto – que tomou posse do cargo no último mês de junho na agência de José Bonifácio, em São Paulo –, comentou que os interessados em conquistar uma vaga no INSS devem priorizar os estudos no direito previdenciário, sempre focando em situações práticas. “Quase todas as questões de direito previdenciário tratam de hipóteses de casos que o candidato muito provavelmente vai se deparar se for nomeado. Além disso, também é preciso analisar as provas anteriores”.

De acordo com o professor do curso CEJ, Gabriel Quintanilha, “iniciar os estudos antes da publicação do edital gera uma vantagem competitiva muito grande para o candidato, uma vez que a disputa pelas vagas é bastante acirrada. Em concurso público, não passa o mais inteligente, e sim o mais bem preparado”.

O professor ainda apontou que as disciplinas que constam nas provas das seleções do INSS quase sempre repetidas às anteriores. Além disso, ele afirmou que, no geral, o assunto principal é o da legislação do direito previdenciário.

* Matéria atualizada em 01/12/2014 às 14h31min.

Fonte: Jcconcursos.

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