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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Depoimento do Aprovado: Sérgio Bautzer (Delegado de Polícia Civil do DF)

Sabe aquelas perguntas que você estava doido para fazer aos concurseiros aprovados??
A Concurseira Dedicada faz por você!!

 O entrevistado de hoje é
Sérgio Bautzer, Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal e professor para concursos.
 
1- Nome: 
Sérgio Bautzer

2- Área de formação: 
Direito

3- Cargo em que foi aprovado:
Delegado de Polícia Civil do Distrito Federal

4- Já havia sido aprovado anteriormente? Em que concurso?
Foi o primeiro concurso que
passei.

5- Quanto tempo demorou a ser nomeado?
Dois meses. O curso de formação para Delegado terminou em janeiro/06 sendo que em março de 2006 fui nomeado.

6- O que sentiu ao saber da aprovação?
O concurso começou em dezembro de 2004, então comemorei a aprovação em cada etapa de uma maneira diferente. A mais marcante foi a convocação para cursar a Academia de Polícia Civil.

7- Pretende continuar estudando para concursos? Para qual cargo?
Há 10 anos estou no cargo. Sou muito feliz com o que faço. Não tenho pretensões por enquanto de prestar outro concurso, aliás depois que tomei posse, numa mais prestei concursos.

8- Há quanto tempo estudava para concursos?
Comecei a estudar em agosto de 2001. Estudei dois anos de maneira incorreta. Vim a estudar corretamente apenas em janeiro de 2003.

9- Quantas horas por dia dedicava aos estudos?
Eu fazia cursinho presencial de segunda a sexta. Depois das aulas eu ia para Biblioteca, onde começava os estudos às 13h e seguia ate por volta do fechamento do local, às 22h. Estudava durante uma hora e parava por 15 minutos para descanso.

10- Tinha dedicação exclusiva? 
Eu advogava e estava começando a dar aulas.

11- Fez planejamento de estudos?
Sim, estudava as disciplinas com maior dificuldade. Priorizava resumos, resoluções de provas anteriores e anotações de aulas. Estudava por um único edital e por ser formado em Direito, eu prestava apenas concursos que exigiam nível superior em Direito.

12- Estudava quantas matérias por dia?
Duas.

13- Fez cursinho? Online ou Presencial?

Não existiam cursos virtuais ou telepresenciais à época.

14- Fazia turma intensiva ou regular?
Como minha memória é audiovisual, fiz todos os cursos presenciais existentes à época.

15- Estudava por mapas mentais ou resumos? Eram elaborados por você?
Nunca precisei de mapas mentais, aliás nem sei como se elabora um mapa mental. Tenho muito respeito por quem ensina a elaborar tais mapas. Se ajudar o aluno a melhor o desempenho em provas, é uma arma muito bem-vinda. Para a primeira fase dos concursos com superior em Direito, eu usava minhas anotações de aula e lia todas as Sinopses Jurídicas da Editora Saraiva e os resumos da Editora Damásio de Jesus. Como já eram versões resumidas, eu apenas as estudava. Não resumia sinopses, pois elas já estão resumidas. Simplesmente, eu lia. Resumir é perda de tempo, pois a mente do estudante vai para outro lugar quando está resumindo. O máximo que eu fiz foi elaborar fichas, como aquelas antigas que os dentistas usam, para colocar alguns tópicos que eu tinha dificuldade em provas de primeira fase, como por exemplo: “pressupostos de validade ou de existência do processo”. Quando estava na segunda fase dos certames com nível superior em Direito, eu lia a obra ( não o resumo ) e preparava uma dissertação. Para a prova oral, eu estudava em voz alta e procurava participar das provas orais simuladas.

16- Qual foi sua maior dificuldade durante o período de preparação?
Foi lidar com as crises existências, as chamadas crises de “maio” e de “setembro”, aquelas que surgem quando você começou a estudar em janeiro. Você tem vontade de jogar tudo para o alto e mandar currículos para todos os lugares. Mas o pior de tudo, foi ter contraído febre tifoide durante a etapa da prova física do concurso que fui aprovado. Fiz o TAF quase morrendo, mas no final, com a graça de Deus, eu consegui ser aprovado com a pontuação mínima e necessária para a próxima etapa.

17- Passou por períodos de desânimo? Se sim, o que fazia para retomar os estudos?
Geralmente, a crise dura um mês. Durante tal período, eu procurava assistir as aulas nos três períodos manhã, tarde e noite), até que ela passasse. Como adorava estar em sala de aula, eu pensava apenas na matéria e esquecia que estava em crise existencial.

18- Chegou a pensar em desistir?
Sim, cheguei, mas já tinha caminhado tanto no mundo
dos concursos, que seria mais doloroso não terminar o percurso.

19- Tinha o apoio de sua família e amigos?
Sim, tinha apoio dos meus pais. Evitava falar para os amigos de infância ou de adolescência, o que eu estava fazendo “da vida”. E no cursinho, eu não dizia para os colegas, qual prova estava prestando, para evitar “energia negativa”. Mas não posso deixar de falar que fiz ótimas amizades nos cursinho, poucas, diga-se de passagem, com pessoas de “energia positiva”, que realmente torceram pelo meu sucesso e que agradeço de coração pelo apoio.

20- Costumava sair aos finais de semana?
Não, passei quase 4 anos sem frequentar festas, churrascos ou baladas. Conto nos dedos de uma mão às vezes que pus uma gota de álcool durante este período. Eu chegava a assistir de dois a três filmes tanto no sábado como no domingo, tendo em vista a vasta quantidade de salas de cinema existentes em São Paulo.

21- Praticava exercícios físicos?
Não pratiquei. Foi meu maior erro. Apenas jogava futsal no sábado, depois do almoço, e futebol de campo aos domingos pela manhã. Vim a praticar exercícios apenas para me preparar para o TAF do concurso de Delegado.

22- Usava as redes sociais no período pós edital?

Durante a minha vida de concurseiro, eu
nunca tive página no Orkut, não usava MSN ou ICQ, não tinha canal pago ou internet na minha casa. Morava numa “república” com outros concurseiros e muitos livros.

23- O que costumava fazer no dia anterior à prova? 
Eu ia ao cinema e passava a tarde toda vendo filmes.

24- Arrepende-se de algo que fez ou deixou de fazer durante sua preparação?
Deveria ter feito mais exercícios físicos.

25- Deixe um recado aos concurseiros.

Sim, claro. Deixem as redes sociais o mais rápido possível e deletem o aplicativo Whatsapp. Procurem ler o livro “Ansiedade” do médico Augusto Cury e procurem entender desta forma o que é a chamada “Síndrome do Pensamento Acelerado”, doença causada pelo excesso de informações existentes no cotidiano. Por fim, para aqueles que acham que sofrem de TDAH assistam o filme “Impulsividade” e tirem as suas conclusões.

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3 comentários:

  1. Muito obrigada pelas dicas! Esse período de preparação para um concurso exige muita dedicação, realmente. No meu caso, tenho que dividir os horários de estudos com os cuidados à família(marido e filhos). Mas, fiz uma adaptação nos meus horários e sigo à risca!

    Liane

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  2. Show de Bola Dr. !!!
    ÓTIMAS dicas !!!
    Obs.: Redes Sociais - SEM COMENTÁRIOS - Concordo PLENAMENTE: Elas NÃO ACRESCENTAM em ABSOLUTAMENTE NADA ( muito pelo CONTRÁRIO ) - Só agregam PREJUÍZIOS - Quem possui FOCO e INTELIGÊNCIA, NÃO VAI ADERIR a essa "praga dos infernos" !!! ACORDEM CONCURSEIROS(AS) !!!
    Grande abraço a TODOS(AS) e fiquem na PAZ DO SENHOR DEUS !!!!!! Amém !!!!!!!

    ResponderExcluir
  3. Sou Agente de Polícia Federal do último concurso e posso dizer que as redes sociais me ajudaram muito. Cerca de 10 questões do meu concurso foram idênticas às questões que formulávamos em nossos grupos de estudos. Discussão de matérias e, principalmente, questões de provas é fundamental para fixação de conteúdo. Comigo funcionou. Evitemos os excessos em nossas opiniões amigos.

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