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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Depoimento do Aprovado: Isabela Ferrari (Juíza Federal)

Sabe aquelas perguntas que você estava doido para fazer aos concurseiros aprovados??
A Concurseira Dedicada faz por você!!

A entrevistada de hoje é Isabela Ferrari
, Juíza Federal.

1- Nome
Isabela Ferrari

2- Área de formação
Direito.

3- Cargo em que foi aprovado
Juíza Federal Substituta – empossada em 1º lugar no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

4- Já havia sido aprovado anteriormente? Em que concurso?
Sim, no concurso para a Advocacia-Geral da União, em 2009. Fui Advogada da União por dois anos e meio, de 2009 a 2012, quando ingressei na magistratura, na época com 27 anos.

5- Quanto tempo demorou a ser nomeado?
Fui nomeada imediatamente.

6- O que sentiu ao saber da aprovação?

Muita, mas muita felicidade, e um certo alívio.

7- Pretende continuar estudando para concursos? Para qual cargo?
Não. Pretendo agora me dedicar à Justiça Federal e à carreira acadêmica.

8- Há quanto tempo estudava para concursos?

Para a Advocacia-Geral da União, estudei intensamente cerca de 3 meses antes do lançamento do edital. Antes disso, estudei por aproximadamente 5 meses, mas sem muito foco.

9- Quantas horas por dia dedicava aos estudos?
Na época em que estudava para a AGU, minha dedicação era integral, e meu dia era dividido em etapas dedicadas ao estudo de doutrina, lei e jurisprudência. Quando da preparação para o concurso da magistratura, já trabalhava, razão pela qual estudava pela manhã, à noite, nos fins de semana, feriados e férias.

10- Tinha dedicação exclusiva?
Não na época do estudo para a magistratura. Sim na época do estudo para a Advocacia-Geral da União.


11- Fez planejamento de estudos?
Claro, considero o planejamento imprescindível para o sucesso nos concursos públicos.

12- Estudava quantas matérias por dia?
Estudava duas matérias por dia. Uma com enfoque doutrinário (livros para concursos, resumos, cadernos), enquanto alternava com o estudo de lei referente à outra.

13- Fez cursinho? Online ou Presencial?
Sim, fiz o curso Ênfase, pois meu foco sempre foi a área federal. Hoje leciono lá.

14- Fazia turma intensiva ou regular?
Fiz cursos intensivos, mas me arrependo de não ter feito uma turma regular também. Teria poupado o esforço hercúleo que tive que fazer para garantir uma boa base.

15- Estudava por mapas mentais ou resumos? Eram elaborados por você?

Estudava por pequenos resumos que eu mesma fazia nas margens dos livros para concursos que lia e nas folhas dos informativos do STF e STJ. Meus cadernos sempre foram um resumo da aula, muito mais que a sua transcrição.

16- Qual foi sua maior dificuldade durante o período de preparação?

Minha maior dificuldade foi perceber que inserir um tempo para o lazer é fundamental na preparação e que, ao invés de atrapalhar, ajuda.

17- Passou por períodos de desânimo? Se sim, o que fazia para retomar os estudos?
Sim, claro. Nesses momentos, descansava um pouco e lembrava do meu objetivo.

18- Chegou a pensar em desistir?

Não. Isso não combina comigo.

19- Tinha o apoio de sua família e amigos?
Sim. Família e amigos são fundamentais.

20- Costumava sair aos finais de semana?
Às vezes, com moderação. É natural que a proximidade das provas faça com que o candidato intensifique seus estudos e restrinja as saídas ao mínimo necessário para o seu bem-estar.

21- Praticava exercícios físicos?
Sim, sempre. Adotei o ballet como hobby, e essa atividade ajudava a aumentar minha tranquilidade e concentração. Recomendo a todos os concursandos que pratiquem alguma atividade física que lhes dê prazer.

22- Usava as redes sociais no período pós edital?
Muito pouco. Utilizava após as provas, para ter uma noção de seu grau de dificuldade e das prováveis notas de corte.

23- O que costumava fazer no dia anterior à prova?
Costumava reler a matéria, mas com moderação. Nas primeiras fases das provas para a Magistratura, lia súmulas, revia a jurisprudência e passava os olhos na Constituição. Nas segundas fases, olhava os meus esquemas de sentença e as principais questões de direito material que poderiam ser abordadas. No dia anterior à prova oral do TRF2, única que prestei, estudei o tempo todo, já que nos concursos da magistratura o “ponto” do candidato é sorteado no dia anterior à prova.

24- Arrepende-se de algo que fez ou deixou de fazer durante sua preparação?

Sim, mas nada específico. Queria ter me importado menos com problemas pequenos, parafraseando os Titãs e Sergio Britto. A preocupação excessiva com a aprovação atrapalha, ao invés de ajudar.

25- Deixe um recado aos concurseiros

“A inspiração existe, mas tem de te encontrar a trabalhar” (Pablo Picasso).


4 comentários:

  1. Sensacional!! Motivação para 2015 :)

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  2. Olá, ConcurseiraDedicada!

    A título de sugestão, nestes depoimentos de aprovados, pergunte-lhes a bibliografia utilizada!

    Abraços
    Raoni

    ResponderExcluir
  3. O depoimento dela me incentiva a persistir em meus objetivos.

    ResponderExcluir
  4. Não basta ser juíza federal, tem que ser bonita e passar com 27 anos! Ai que chato!

    ResponderExcluir

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