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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Auditor ensina que é possível conciliar trabalho e preparação

Quem trabalha, mas sonha com uma vaga no serviço público, se depara, rotineiramente, com uma empreitada nada fácil: realizar as tarefas do emprego atual e estudar da melhor forma possível para conseguir a estabilidade. Muitos, porém, têm dificuldades de equacionar as duas funções e, pela necessidade financeira, acabam deixando o estudo de lado e perdendo a chance de passar em um concurso público.

Ted Jefferson Pereira, 38 anos, é um exemplo de que é possível trabalhar e estudar para essas seleções ao mesmo tempo. Formado em Ciências Contábeis, hoje ele é auditor-fiscal do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM/RJ), e lembra que estudava até no ônibus, no trajeto do trabalho até a sua casa. Assista ao vídeo da entrevista aqui.

"Me preparava de quatro a seis horas por dia, mesmo trabalhando. Com disciplina e organização, consegui meu objetivo. Como era obrigado a enfrentar um trânsito de duas horas quase todos os dias, na ida e na volta do trabalho, estudava no ônibus durante esse tempo. Além disso, me preparava no almoço também. Só aí, já ganhava umas três horas de estudo. Chegando em casa, conseguia mais duas ou três horas de preparação", relata.

O concurseiro prestou concurso dez vezes, conseguindo a aprovação em cinco: analista contábil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Banco Central, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Ministério Público da União (MPU) e o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), onde está atualmente. O interesse pela carreira pública surgiu pela estabilidade que ela proporciona. Para alcançá-la, porém, a vida de Ted não foi fácil. Antes de alcançar as aprovações, muitas dificuldades surgiram na vida do concurseiro. A reprovação foi uma delas, fator que não o fez desistir do sonho.

"É fácil chegar aqui e falar de vitórias. Posso dizer que ganhei a guerra, mas até chegar lá tive várias batalhas e muitas derrotas. Fazia um concurso atrás do outro. Fiquei reprovado em muitas seleções. A partir da terceira reprovação, parei de contar. E nessas horas, o apoio da minha esposa foi essencial", salienta. Para quem está passando pela fase da reprovação, normal na busca por uma vaga, Ted destaca a importância de não desanimar. "É o caso da teoria futebolística: cada jogo é um jogo. Terminou a partida, esqueça-a. Tente aprender com os erros e passe a se organizar de acordo com as dificuldades que encontrou."

Segundo o concurseiro, na sua rotina de estudo a 'hora da novela' era importante, já que conseguia tempo de sobra para se preparar. Ele explica o porquê. "Além de estudar no ônibus, buscava me preparar em casa também. Depois de jantar com minha esposa, ela se interessava pela novela e eu, pelos livros. Sendo assim, conseguia mais duas horas de estudo."

Ted se preocupava para não atrapalhar a vida da esposa, por causa da sua preparação. Ele conta que acordava mais cedo para estudar nos fins de semana, e no restante dos dias se distraía com a companheira. Para ele, o lazer em alguns momentos era importante para descontrair. "Você não pode ficar só em um mundo de concurso público, porque existe vida depois disso. Aconselho você, concurseiro, a dar uma saída, passear, assistir a um filme também. É importante distrair a mente", orienta.

Quem sonha com a carreira pública, porém, acredita que os finais de semana são exclusivamente para o estudo, não havendo tempo para conciliá-lo com programas. Ted conta como conseguiu ter uma boa
preparação, mantendo a rotina de antes. "No sábado, por exemplo, havia um simulado no curso preparatório, que começava pela manhã e terminava à noite. Saindo de lá, em muitos casos, ia jantar fora, voltando tarde. No domingo, minha esposa acordava às 9h ou 10h. Eu levantava da cama mais cedo, estudava até a hora dela acordar. A partir dali, aproveitava o domingo para descansar. Tudo faz parte do planejamento, então é possível", afirma.

Diante das metas traçadas e cumpridas, as aprovações apareceram. Ted lembra como foi a sua reação quando viu que estava aprovado pela primeira vez. "Dá vontade de soltar rojão, festejar e pagar muita promessa", brinca. Atualmente, o concursado dá aulas nos cursos Academia do Concurso e C3, auxiliando pessoas que têm o mesmo sonho dele há algum tempo. O contador deixa uma mensagem para quem se prepara e está na luta pelo sonho da carreira pública: "Não precisa ser nenhum gênio para ser aprovado no concurso público. Estudem e se planejem, porque no final vale muito a pena".

Fonte: Folha Dirigida

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