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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Após 12 concursos, Joyce se dá ao luxo de escolher seu cargo

Comemorar vitórias é algo que se tornou parte da rotina da concurseira de 24 anos Joyce Angélica Freire Messa. Quando veio ao estúdio da FOLHA DIRIGIDA, Joyce ainda lembrava com orgulho da aprovação em primeiro lugar no concurso da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), instituição onde está trabalhando atualmente.

Mas, até o fechamento da coluna, a bibliotecária reescreveu sua história de sucesso com mais uma conquista: foi aprovada há algumas semanas no concurso da Fundação Casa de Rui Barbosa. Com duas vagas abertas para sua área de formação, Joyce passou em segundo lugar. Assista ao vídeo da entrevista aqui.

A jovem conta que a grande vantagem que a atraiu ao certame foi a remuneração, dado que, no momento, sua estabilidade empregatícia já está assegurada. "O Ministério da Ciência e Tecnologia paga mais do que o Ministério da Educação, a gratificação é bem maior. Quando eu vi o concurso aberto, me inscrevi. Eu estudei, não tanto quanto para o do Ministério Público da União, no qual não passei, mas estudei bem. Eu nunca tinha nem ouvido falar da Casa de Rui Barbosa", confessa a concurseira, em meio a risadas. Ela espera que a convocação aconteça em meados de fevereiro de 2014.

Seus dias na UniRio, no entanto, não serão esquecidos. Atualmente lotada na Biblioteca Setorial da Escola de Medicina e Cirurgia, Joyce guarda com carinho o momento em que recebeu a notícia da aprovação em primeiro lugar. "Foi uma surpresa, eu não esperava mesmo. A prova teve mais de 800 candidatos, tinha a Lei n° 8.112, que não estudei direito. Pela manhã acordei super mal, fiz sem esperança nenhuma. Quando saiu o resultado, foi um susto. Foi muito bom, fiquei muito feliz", conta.

Na universidade, a graduada em Biblioteconomia teve a certeza de que escolheu a carreira certa. "A minha área, no setor privado, é muito difícil. Paga muito pouco, são poucas vagas. O sonho de todo mundo que faz Biblioteconomia é passar em um concurso público. Para falar a verdade, entrei no curso querendo trocar para Direito, porque a relação candidato/vaga era muito alta. Mas no segundo semestre eu já estava estagiando, e vi que era muito diferente do que as pessoas diziam. É totalmente diferente, fiz muitos amigos, com pessoas com quem tenho muita afinidade. Comecei a ver que era uma área muito legal, que tinha muito para crescer, e continuei. Trabalho nela até hoje, e gosto muito", compartilha.

Desde 2012, Joyce prestou 12 concursos e conquistou a aprovação na grande maioria. Além da UniRio, a jovem passou também, dentro do número de vagas, para o Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro. É lá, aliás, que trabalha o namorado de Joyce. Os dois são concurseiros por convicção e querem construir, junto às carreiras sólidas, uma vida a dois. "Como lá o regime de contratação não é o estatutário, que garante a estabilidade, ele continua estudando. Ele também adora, faz concursos", diz ela, que está comprando os móveis da nova casa que alugarão para casarem.

Estudando na barca - Como a maioria dos concurseiros, Joyce mantem-se determinada, e não se acomoda. Morando em Niterói, a servidora pública aproveita as viagens na barca para estudar. "Eu não tenho uma programação muito fixa, não. Procuro estudar pelo menos uma vez por dia, seja à noite, antes de dormir, na barca, no ônibus. Sempre procuro ler alguma coisa. Comecei, no início, fichando livro, fazendo resuminho das coisas mais importantes, mas eu não estava tendo tempo, e é uma coisa que gasta muito tempo mesmo, é bem cansativo. Passei a ler muito artigo, e fiz alguns cursos online", recorda.

Joyce intercala os momentos de descanso com os de dedicação: às segundas, quartas e sextas, vai para a academia, e às segundas e quartas, assiste as aulas de pós-graduação em Comunicação, Marketing e Mídias Digitais. Apesar de não se relacionar com a sua formação, a bibliotecária explica que quis expandir seus horizontes e investir em novos conhecimentos. Com o certificado, ela pretende angariar pontos na análise de títulos, etapa presente nas seleções para nível superior. "Recomendaria a carreira pública pela estabilidade e pelo fato de termos certas regalias que não existem na área privada, como o horário mais flexível, por exemplo. Você consegue ter atividades em outro lugar, trabalhar com outras coisas ao mesmo tempo, e estudar", finaliza.

Fonte: Folha Dirigida 

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