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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O Índice de Felicidade dos Concurseiros

Por Rogerio Neiva

Como será que anda a felicidade dos candidatos a concursos públicos? Se houvesse um indicador de felicidade das pessoas que compõe este universo, a partir de determinados parâmetros estatísticos e quantitativos, qual seria o resultado?

Recentemente foi anunciada na Inglaterra a criação de um indicador nacional de felicidade. Ou seja, tal como o Produto Interno Bruto – PIB – consiste num agregado macroeconômico que mede a riqueza, o novo índice teria o papel de mensurar a felicidade das pessoas no país. Assim, foram iniciadas consultas para levantamento de parâmetros estatísticos e critérios que irão compor a metodologia de cálculo do indicador. Ou seja, estão em andamento estudos e as pessoas estão sendo consultadas acerca de quais aspectos lhes fazem felizes, tais como o dinheiro, a realização profissional, reconhecimento, saúde ou o relacionamento com as pessoas.

Aliás, está tramitando no Congresso Nacional proposta de alteração constitucional, a qual vem sendo apelidada de “PEC da Felicidade”, de iniciativa do Sen Cristovam Buarque, voltada a alterar o art. 6o da Constituição, passando a considerar o direito à felicidade no rol dos direitos sociais.

Mas a proposta do “PIB da Felicidade” não é novidade. Os economistas Joseph Stiglitz e Amartya Sem, vencedores do Prêmio Nobel de Economia, já defendiam a tese da necessidade de criação de um índice da felicidade, sustentando a importância de avaliação não apenas da riqueza, mas do grau de satisfação e bem estar da população.

Inspirado nesta idéia, passei a levantar a seguinte indagação: e como anda a felicidade dos candidatos a concursos públicos? Refletindo sobre a minha trajetória de candidato, não há dúvida de que se trata de um contexto delicado, principalmente para a referida avaliação.

As expectativas são intensas. Muitas vezes ou o nível de felicidade é contido ou não há sequer a preocupação e percepção do referido aspecto. Porém, não se pode ignorar a sua importância, inclusive enquanto condição de manutenção no processo de preparação.

Daí considero que alguns conceitos podem ser trabalhados, de modo a colaborar com a manutenção ou elevação dos níveis de felicidade dos candidatos a concursos públicos.

Uma primeira atitude, que está diretamente relacionada à estruturação do planejamento da preparação, consiste na compreensão do sentido do objetivo estabelecido. Dentre as construções voltadas à estruturação do planejamento estratégico nas organizações, três elementos são tidos por fundamentais, os quais consistem na definição de missão, valores e visão.

Dessa forma, fazer sentido para o candidato o objetivo da aprovação no concurso público significa ter claro qual papel se pretende desempenhar (missão), porque considera isto importante (valores) e como pretende ser percebido (visão). Ainda relacionada a esta definição, outra atitude importante consiste na identificação das necessidades que se pretende alcançar por meio da aprovação. Inclusive, tal construção envolve a aplicação da teoria da motivação por conteúdo, que se origina na teoria das necessidade de Abhram Maslow, a qual trabalho no livro que publiquei recentemente pela Editora Método (Como se Preparar para Concursos com Alto Rendimento).

Ou seja, tente se nutrir, em termos psicológicos, destas compreensões. Principalmente nos momentos em que considerar o seu índice de felicidade pessoal em níveis contidos, tente refletir sobre o que está por trás de tudo isto. Tente compreender o sentido que tem o seu processo de implementação de esforços, voltados à busca do cargo pretendido. Tente se lembrar porque está submetido a este contexto.

Outra atitude importante consiste em procurar trabalhar o prazer em aprender, inclusive partindo da compreensão de que a preparação para o concurso público deve ser encara como um empreendimento de natureza cognitiva, voltado à apropriação intelectual de informações passíveis de cobrança pelo examinador no momento da prova.

Além disto, também pode contribuir de forma significativa com a felicidade do candidato a idéia dofoco no processo. O foco no resultado, em contraposição com o foco no processo, consiste em fonte de angústias, as quais acabam por se traduzir em infelicidade.

Enfim, mesmo que buscando outros caminhos e estratégias, é importante que o candidato a concursos públicos esteja atento ao seu particular índice de felicidade. E assim, procure mantê-lo em níveis razoáveis, inclusive como condição para que possa estar empenhado no processo de preparação e busca da aprovação no concurso público.

Bons estudos e seja feliz na sua trajetória de candidato!

Fonte: Blog do Prof. - Concursos Públicos 

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