Coaching para Concursos e OAB

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Fazendo das dificuldades da vida um incentivo para vencer

Ele fez da dificuldade um incentivo para vencer. E conseguiu. No livro "Do Monturo Deus Ergue um Vencedor", conta a história de vida como o próprio personagem diz, "um fraco sustentado por um Deus forte". Rubens Teixeira da Silva é o terceiro filho, de seis, de um pai ascensorista e mãe do lar. Nascido em 11 de outubro de 1970, em Rocha Miranda, Rio de Janeiro, passou boa parte de sua infância em Santa Margarida, Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

De família humilde, por iniciativa própria trabalhou dos 12 aos 17 anos de idade na construção civil, lavagem de carros, venda de ferro- velho e como office boy. Mas não demorou muito para descobrir nos concursos públicos a oportunidade de que tanto precisava para conseguir melhorar de vida. E para isso não mediu esforços para atingir a tão sonhada carreira pública. Mas até conquistar uma vaga, passou por muitos percalços e até mesmo humilhação. "Fui chamado de semi-idiota por um professor", afirma.

Em 1987 foi aprovado para a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde se formou oficial de carreira da arma de infantaria. E não parou mais. Para Rubens, não existem super-heróis, mas pessoas capazes de obter resultados positivos com muita dedicação, sacrifício, persistência e estudo. Ele é um exemplo disso, e hoje coleciona aprovações e uma carreira de sucesso.

FOLHA DIRIGIDA - O livro "Do Monturo Deus Ergue um Vencedor" conta a sua história de vida. Qual o objetivo da obra? Ela serve como motivação para aqueles que pretendem ingressar no serviço público por meio de concurso?
Rubens Teixeira - Boa parte da minha trajetória foi influenciada fortemente pelos concursos. Porque a maneira que eu tinha de encontrar um espaço era estudando e obtendo resultados. Eu havia recebido vários pedidos para escrever um livro contando a história da minha vida. E achei sempre que isso não era uma coisa muito relevante. Porque as pessoas iam querer saber da minha vida? Elas gostam de conhecer casos, mas na verdade querem encontrar os seus próprios caminhos. As pessoas que defendiam que essa obra deveria ser escrita achavam que pelo fato da minha trajetória de ter sido cheia de obstáculos, descrédito e poucas alternativas iria servir de encorajamento para as pessoas. Eu conversei com o autor do livro, Jorge Videira, que me conhece desde a infância, e pedi para que contasse as realidades da minha vida de uma maneira que as pessoas enxergassem as minhas limitações e dificuldades e pudessem através daí ter forças para vencer as suas. Então costumo dizer que o livro "Do Monturo Deus Ergue um Vencedor" conta a história de um fraco sustentado por um Deus forte.

Conte sobre a sua trajetória como concurseiro.

O primeiro concurso que eu fiz foi para sargento especialista da Aeronáutica, no qual fui reprovado. Eu era do 2º ano do ensino médio, a exigência era o nível fundamental, mas só acertei 10% da prova de Física e Química. Numa prova de múltipla escolha de 40 questões, acertei quatro. Um ano depois prestei concurso para a Academia Militar das Agulhas Negras, que era o meu desejo. Foi um ano de estudo e passei na primeira tentativa, para ser oficial do Exército. Eu havia sido reprovado um ano antes para um exame de ensino fundamental e a Aman era ensino médio. Depois fiz outro concurso para sargento da Aeronáutica e passei, assim como para oficial do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro. Depois da Aman fiz concurso para o IME. Na época eu já era oficial do Exército (tenente de infantaria) e passei para engenharia de fortificação e construção, onde fiquei até capitão. Fiz e passei também para analista do Banco Central e depois para o mestrado em Engenharia Nuclear, no IME. Cursei doutorado em Economia na UFF, Direito na UFRJ e pós-graduação em auditoria e perícia contábil na Unesa. E também passei na prova da OAB. Continuo no Banco Central, mas cedido pelo governo para ser diretor financeiro e administrativo da Transpetro.

Em que momento da vida o senhor se interessou pelo universo dos concursos? Qual foi a sua primeira investida na área?
O meu pai entendia que educação era fundamental para os seus filhos. Ele tinha pouco para oferecer, mas o que ele tinha oferecia de melhor e incentivava a estudar. É a melhor coisa que o meu pai fez, que mudou a minha rota e fez muita diferença na minha vida, é o que me incentivou a ler a Bíblia. Aos 9 anos eu já havia lido toda a Bíblia. Essa leitura fez muita diferença, porque trouxe assuntos de vários temas de alta complexidade. Quem lê a Bíblia tem um diferencial, não só no aspecto moral, mas também de conhecimento cultural. Aí comecei a perceber que só teria condições de arrumar um salário fixo e ter estabilidade, especialmente naquela época em que o desemprego e a instabilidade econômica eram maiores, através do serviço público, que sempre foi um lugar seguro, como até hoje é considerado.

O senhor sentiu dificuldade ao começar a estudar alguma matéria específica? Como fez para superar isso? Por quê?
Para cada concurso existe um conjunto de matérias difíceis. Para os militares de um modo geral, por exemplo, IME, ITA, pesam muito Química, Física e Matemática. E também Português, uma matéria em que as pessoas às vezes trazem uma lacuna enorme. Cada matéria tem um método de estudo. Disciplinas que envolvem lógica, números requerem um tempo enorme de estudo e também muito exercício. Matemática e Física foram as maiores dificuldades, pois eram minhas maiores lacunas. Eu fiz muito exercício e orei muito, porque o grau de dificuldade era grande. Eu precisava me superar, ir ao meu limite de esforço e de autoestima.


Qual foi sua pior experiência? Que lição tirou desse período?
A minha pior experiência foi quando estava lutando muito para superar tudo, com poucos recursos, comendo e dormindo pouco, carregando bolsa pesada, pegando ônibus cheio, morando longe, e já estudando para concurso, quando um professor me fazia uma pergunta e eu errava. Na época eu era adolescente, e ele, aos gritos, falou: "Você é um semi- idiota, vai embora que você não vai passar em concurso algum". Eu fui chamado de semi-idiota, desencorajado a continuar. Eu estou citando um exemplo para mostrar como as pessoas sofrem e têm que seguir em frente. Não tirar o foco do objetivo. O ser humano pode sofrer todo tipo de pressão, humilhação, mas só tem uma coisa que ninguém domina nele, a vontade. E a vontade de vencer faz a pessoa superar qualquer obstáculo.

Em algum momento o senhor pensou em desistir?
Eu estava tão disposto a enfrentar que não pensei em desistir por medo, mas em sucumbir. Eu já pensei em perder a guerra, mas desistir, não. Achei que perderia a batalha.

Há alguma experiência que gostaria de destacar como positiva?
A experiência positiva é que não cheguei aqui porque venci sozinho, muitas pessoas me ajudaram, entre elas os meus pais, os meus irmãos eamigos. Foi o meu irmão mais velho, Paulo Teixeira, quem pagou os meus cursos preparatórios. Quando tive o problema no Banco Central,houve um amigo que ficou ao meu lado, me apoiou. Apoiou que eu digo,porque acreditava no mesmo pensamento que o meu, que os juros tinham que cair, acreditava no desenvolvimento do Brasil. Por acaso, hoje ele é ministro, e isso que eu estou falando foi escrito no livro "DoMonturo Deus Ergue um Vencedor" antes de ele ser ministro. É o Marcelo Crivella. Quando se tem sucesso é preciso olhar para trás para ver quem te ajudou, inclusive a pessoa que deixava eu lavar o carro dele, que me levava para trabalhar na obra quando eu era criança. Porque eu não tinha dinheiro e esse homem me deu uma oportunidade. A família e os amigos são fundamentais, e isso não pode ser esquecido. Um trecho da Bíblia que diz 'quero trazer à memória o que me traz esperança'. E se for para você não perder a autoestima ou as forças, é melhor que nós tenhamos esperança.

Por que é tão difícil obter sucesso nos negócios e na carreira profissional? Quais são os principais erros cometidos pelas pessoas que as fazem ter tantas dificuldades para chegar aos seus objetivos?
Acho que um erro muito grave que as pessoas tendem a cometer é a falta de planejamento. Outro é a falta de capacidade de ouvir aopinião das pessoas. A Bíblia diz que na multidão de conselhos há sabedoria. Ouvir opinião alheia e usar a sabedoria das pessoas em prol do seu objetivo é fundamental. Outra coisa em que as pessoas falham muito é que deixam a autoestima cair. Elas se deixam controlar pelas opiniões alheias. Se ninguém acredita em você não importa, quem tem que acreditar é você mesmo. Porque o resultado quem vai ter é você. Então você precisa colocar na sua cabeça que precisa arrumar forças para perseverar. Perseverança depende de força, autoestima elevada e ânimo. E outra coisa ruim é não saber perder. Não saber tirar ensinamentos dos erros. Porque você vai errar de novo na mesma coisa.

O senhor coleciona muitas aprovações. Existe mágica para ser aprovado em concurso?
Muito esforço e dedicação, essa é a mágica.

Passar em um concurso, conseguir a tão sonhada estabilidade e receber bom salário é o desejo de milhões de brasileiros. O que aconselharia a essas pessoas que almejam o sucesso na carreira pública?

Sucesso para mim significa resultado. A pessoa tem que se esforçar para passar no concurso, que é uma seleção muito difícil, mas alcançável. E para obter sucesso na administração pública é preciso dedicar-se, para fazer o melhor. Porque a sociedade é quem paga, e por isso merece ter um bom serviço. Ela é a nossa chefe. Então nós temos de zelar para que o povo seja feliz. O nome já diz: servidor público. Eu tenho uma servidão com a sociedade, que tem que gostar do meu serviço. O que falta hoje na administração pública é a opinião da sociedade ser valorizada. Se a sociedade não gosta do meu serviço, qual a graça de ser servidor público? Só ter estabilidade e ganhar bons recursos? Isso é uma reflexão que o servidor necessita fazer. O serviço público é uma ilha para beneficiar alguns, e não pode envergonhar o país. Então tem que ser um serviço que orgulha e dê confiança à sociedade. Essa é uma mensagem que eu queria deixar a todos os servidores públicos, a começar por mim.

O senhor passou por dificuldades financeiras, de saúde e familiares, entre outras. No entanto, nunca desistiu de seus sonhos. O que pode dizer àqueles que sonham em ingressar no serviço público, mas declinam nas primeiras dificuldades?

Eu encorajaria as pessoas a só desistir se for em prol de um objetivo melhor. Isso é uma desistência estratégica, porque você está reavaliando, redirecionando a sua vida. Agora alguém que desiste porque perdeu o ânimo, deu para si mesmo a derrota. Tem que deixar as circunstâncias te derrotarem. Para você perder, tem que ser por cansaço, exaustão, suando muito, quase que sangrando e esbaforido. Você não pode perder tranquilo, no ar-condicionado. Isso é uma derrota vergonhosa. A derrota bonita é aquela que a pessoa fez todo esforço, se sacrificou, mas não conseguiu porque os outros foram melhores. Essa derrota não envergonha ninguém, merece aplausos. Porque uma hora essa pessoa vai se esforçar tanto que terá êxito. A derrota pela falta de perseverança limita a vida e o progresso.

O senhor é autor, juntamente com William Douglas, do livro "As 25 Leis Bíblicas do Sucesso". De que forma esse livro pode ajudar os concurseiros a conseguirem, de forma mais rápida e amena, a aprovação em um concurso público?
Nesse livro os concurseiros vão encontrar alguns procedimentos que devem ser evitados e outros que devem ser tomados para vencer. Mas se precisar de uma injeção de ânimo, eu indico "Do Monturo Deus Ergue um Vencedor", porque vai saber tudo o que sofri e os vexames que tive de passar para chegar aqui. Eu recomendo também "Como Passar em Provas e Concursos", do William Douglas, que aconselha o concurseiro com dicas extraordinárias. É um livro de muito sucesso, escrito por um grande palestrante, educador e ser humano extraordinário.

Fonte: Folha Dirigida

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