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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Especialistas ensinam como otimizar o estudo nas bibliotecas

O sossego e a facilidade de acesso a um vasto acervo são apenas alguns motivos que levam os concurseiros a buscar as bibliotecas como o local ideal para estudar. Segundo reportagem de Mariana Belmont, publicada no GLOBO é comum encontrar grupos de estudo na Biblioteca Nacional e nas da PUC, UERJ, IMPA e Veiga de Almeida no RJ.

Para saber as reais vantagens dessa opção e outras dicas importantes para os candidatos otimizarem o tempo de estudo, o Boa Chance conversou com os professores Ricardo Ferreira, autor do ''Manual dos Concurseiros'', e Sylvio Motta, editor de concursos da Campus-Elsevier, além de autor do blog "Vagas Abertas", do site do Globo.

Mais importante do que o local e o tempo gasto com livros e apostilas, o essencial é que o candidato tenha foco, afirmam. É preciso, antes de tudo, definir a área para qual pretende disputar uma vaga, que espaço vai utilizar para estudar e, ainda, pesquisar a bibliografia recomendada:

- Depois disso, é só sentar e estudar, sem frescuras, amuletos, gurus ou outros elementos metafísicos - brinca Motta.

- O GLOBO - Vocês recomendam o estudo em bibliotecas? Quais são as vantagens de usar esses espaços?


- Ricardo Ferreira - Recomendo, sim. Desse modo, o estudante consegue se afastar de possíveis interferências, como o telefone que toca ou alguém que quer conversar. Mas é preciso que o ambiente, além de silencioso e confortável, mantenha os títulos mais recomendados à preparação para concursos. Quem estuda em biblioteca aprende a ser mais disciplinado.

-Sylvio Motta- Uma ambiência equilibrada influencia o aproveitamento do tempo de estudo. É necessário fugir dos inúmeros "chamados" que a rotina diária nos impõe para atingir o máximo de concentração e assimilar o conteúdo necessário. Buscar espaços organizados e silenciosos, onde todos comunguem de objetivos semelhantes é recomendável para o aprimoramento da capacidade intelectiva.

- Como organizar uma rotina de estudo nesses espaços?


- Ferreira - Nesse aspecto, não há diferenças significativas. O candidato deve criar uma grade com as disciplinas e o tempo que vai dedicar a cada uma durante o dia. Quando já estamos acostumados a estudar, temos diversos hábitos de preparação e encontramos dificuldade para mudá-los. Outro aspecto importante é que cada pessoa responde de forma distinta a diferentes estímulos: há quem aprenda mais com textos, assim como existe quem prefira imagens e sons, por exemplo. Cada um deve avaliar o que funciona melhor para a sua preparação.

- Há algum roteiro ideal a ser seguido?

- Ferreira - Uma estratégia que funciona bem para a maioria leva em consideração que o cérebro atua de forma setorizada. Cada uma de suas partes responde por um assunto específico. Assim, se estudarmos seguidamente apenas português, por exemplo, depois de algumas horas haverá saturação da área do cérebro responsável pelas habilidades relacionadas a essa disciplina. No entanto, se entre uma hora e uma hora e meia de estudo de português alternarmos para matemática, a área acionada no cérebro será diferente da anterior, e o rendimento será mantido em alto nível. Por esse critério, exploramos diversos grupos de neurônios de forma alternada, sem deixar que eles fiquem sobrecarregados. É interessante observar que quanto menor a semelhança entre a matéria que paramos de estudar e aquela que vamos iniciar, menor a probabilidade de ficarmos cansados mentalmente. Como se trata de estudo para concurso, é fundamental mesclar teoria e exercícios, o que ajuda na fixação de conteúdo e confere mais ritmo ao processo de aprendizagem.

- Como aproveitar da melhor forma possível os acervos das bibliotecas, para não ficar perdido em meio a tantos títulos diferentes?

- Ferreira - Antes de escolher o material de estudo, é recomendável pesquisar quais são os livros e apostilas mais indicados pelos professores e por quem obteve êxito em concurso. Existem diversos fóruns na internet, alguns administrados pelo próprio candidato, que tratam desse tema.

- Motta- Tão importante quanto a concentração é o foco. Defina uma direção (área fiscal, tribunais, segurança pública, jurídica, bancária etc); um caminho (estudar só em casa ou só na biblioteca; fazer um curso presencial ou não) e busque uma orientação sobre a bibliografia recomendada (em sites ou com amigos e professores).

Fonte: O Globo

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